“E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.”Marcos 6:34

Long time

Estávamos em uma Campanha Evangelística na cidade de Apodi, no interior do estado do Rio Grande do Norte. Uma grande mobilização foi realizada e toda a cidade foi convidada de porta em porta. Eu estava acompanhando as equipes de evangelismo nas ruas, quando, de repente, fui chamado por causa de uma grande comoção que estava acontecendo em uma das residências. Ao chegar à porta, um homem chorava. Enquanto ele chorava com soluços e desespero, uma voz feminina que vinha de dentro da casa gritava “Tirem estas pessoas daqui! Levem eles embora! Eu não quero ver ninguém!”. Porém, o homem dizia: “Por favor, não vão embora, minha esposa é doente mental. Se vocês podem fazer alguma coisa por ela, por favor, não vão embora, por favor, nos ajudem. Nós estamos sofrendo há muito tempo. Ajudem-nos, por favor!”. Por um momento, considerei o que estava acontecendo. Pensei em consolar aquele homem e orar com ele.

Subitamente, o Espírito de Deus me trouxe a convicção de que aquela mulher estava oprimida por demônios. Pedi licença àquele homem e, juntamente com nossa equipe, entramos no quarto no qual a senhora estava. Ela se movia inquieta na cama. Sem muita conversa, impus as mãos sobre ela e disse: “espírito maligno de insanidade, em nome de Jesus de Nazaré, saia desta mulher!”. No mesmo instante, a inquietude cessou e uma paz celestial invadiu aquele lar. Só então olhei ao redor e percebi a simplicidade daquela casa. Aquela era uma família muito carente.

Eu mal podia me colocar de pé naquela casa cujos cômodos internos não tinham portas, mas apenas cortinas de pano que resguardavam um pouco a privacidade dos quartos. A maioria dos móveis era improvisada e as paredes desgastadas pelo tempo mostravam que aquela família vivia ali há muitos anos.

Era nítido que o Espírito Santo estava libertando aquela mulher. Chamei a equipe para a sala e, ali, encontramos o esposo aturdido pelo ocorrido, em prantos. Outros dois familiares estavam presentes na casa e pudemos compartilhar do Evangelho de Jesus com eles. Assim que eles entregaram suas vidas a Cristo, retornamos ao quarto em que aquela senhora estava com a equipe de evangelismo. Impusemos as mãos sobre ela e começamos a orar. Ela abriu os olhos e contemplou o teto do seu casebre com tanto deslumbre que me deixou comovido. Pela primeira vez, ela falou com uma voz normal e disse: “Está tudo tão diferente… Eu sinto tanta paz”.

Tomado de uma ousadia que somente Jesus pode nos dar eu disse: “filha, o maligno prendeu você por muito tempo. Em nome de Jesus de Nazaré, levanta desta cama agora!”. Segurando em suas mãos, a ajudei a se colocar de pé. Ela se levantou e caminhou para a sala. Quando a pequena cortina de pano se moveu e seu esposo a viu, ele começou a chorar novamente, desta vez, de alegria. Eles se abraçaram chorando. Jesus havia visitado aquela família e Sua salvação entrou naquele lar.

Antes de irmos embora, eles nos contaram que aquela mulher estava insana e não conseguia se levantar da sua cama por vinte anos…

Você consegue imaginar isso? Vinte anos oprimida pelo diabo, presa a uma cama, insana!

Devemos nos alegrar e louvar a Deus pelos milagres ocorridos naquela casa, mas não podemos deixar de nos perguntar: e os milhões de pessoas que, agora mesmo, estão em situação semelhante em seus lares, aprisionadas por seus pecados, oprimidos pelo diabo, obscurecidos em seus entendimentos e sem o conhecimento de Cristo, condenados a uma eternidade sem Deus, sem que ninguém lhes anuncie o Evangelho eterno? Aquela mulher teve que esperar vinte anos para que alguém lhe falasse do amor e do poder de Deus!

Quantas pessoas estão em situação semelhante na sua rua, cidade, família ou vizinhança? O que você pode fazer para alcançar e abençoar pessoas hoje?

Por Rubens Cunha

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